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BREVE HISTORIAL DE CONSTÂNCIA
Este pedaço de terra situada entre 2 rios, sempre foi cobiçada por causa do control das vias de comunicação, neste caso, o Tejo e o Zêzere que aqui se encontram e permitiram a criação de um importante entreposto comercial.
Os Romanos jamais esqueceram a dificuldade na sua conquista aos Lusitanos, tendo-a denominado Pugna-Tagi (luta do Tejo).
No século XII Gonçalo Mendes da Maia – o Lidador – conquista aos mouros ao serviço de D. Afonso Henriques, que tinha iniciado o alargamento do território português.
Com o passar dos séculos, os dois termos Pugna e Tagi foram-se aglutinando até formar a palavra Punhete. Segundo outras versões, este nome terá a ver com a configuração da localidade que, vista do lado sul do Rio Tejo se assemelha a um presépio ou pequeno punho.
Numa das suas visitas a Punhete, o jovem el-Rei D. Sebastião, O Desejado, elevou-a à categoria de Vila por Privilégio de 1571.
Em 1834 a Rainha D. Maria II, em visita a Punhete, decidiu satisfazer o desejo dos notáveis locais, como reconhecimento do seu empenhamento constante na defesa das causas liberais, denominando-a Notável Vila da Constância.
Outra razão pela qual deu este nome pode ter a ver com o amor que uma rapariga fidalga chamada Constância, que acolheu a comitiva real, tinha, em segredo, pelo ministro Passos Manuel.
Com a abertura de estradas e caminhos de ferro, os rios foram perdendo importância na formação da economia, tendo de se adaptar a outras realidades; mantendo a pesca, desenvolvendo a agricultura.
Daí podemos identificar facilmente os atributos rural e romântico que caracterizam Constância que soube aproveitar a beleza dos rios, do ambiente, do património, para a vocacionar para o Turismo Cultural, Científico, Activo e da Natureza.
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